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Autor: SOSTER, Vítor

Título: A equivocidade do foco narrativo em O som ao redor: um exercício de crítica cultural

Orientador: Maria Elisa Burgos da Silva Cevasco

Universidade: Universidade de São Paulo

Instituição/Programa: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas - Programa de Pós-Graduação em Letras: Estudos Linguísticos e Literários em Inglês

Grau: Mestrado

Data de defesa: 21.11.2017

AutorSOSTER, Vítor
TítuloA equivocidade do foco narrativo em O som ao redor: um exercício de crítica cultural
OrientadorMaria Elisa Burgos da Silva Cevasco
UniversidadeUniversidade de São Paulo - Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, São Paulo
Instituição/ProgramaPrograma de Pós-Graduação em Letras: Estudos Linguísticos e Literários em Inglês
GrauMestrado
Data de entrega2017
Data de defesa21.11.2017
Descrição físicav.1; 219 f.; ilustrado com 48 imagens.
DisponibilidadeBiblioteca FFLCH
Fonteteses.usp.br
Resumo[...] A começar pelo estudo da forma narrativa, propomos definições para noções como autor, autor implícito, narrador, ponto de vista e foco narrativo. Essas noções se mostram úteis no desenvolvimento da análise com relação ao que entendemos como sendo o foco narrativo, uma relação de significação entre as instâncias da emissão e da recepção de uma narrativa. A focalização, assim compreendida, permitiu a identificação da produção de quatro espacialidades na trama da narrativa fílmica: (a) o espaço doméstico contemporâneo e as práticas de consumo, marcados pelo desejo e pelo medo; (b) o espaço de poder do homem cordial contemporâneo; (c) o espaço da propriedade e da auto-atribuição ambígua de um espaço de representação; e, por fim, (d) o espaço da subalternidade. Esses espaços, por sua vez, são articulados por meio de uma prática temporal contraditória, estabelecida entre passado e futuro, que mantém o presente em estado de suspensão crônica. Observa-se, nos termos de Jameson (2002 [1981]), o inconsciente político dessa narrativa: o reconhecimento do papel da classe média na manutenção de relações de mando arcaicas, lugar que o próprio narrador simula assumir e ao qual, por vezes, corre o risco de assimilar-se. Desse modo, a miragem da classe média quanto ao autocontrole econômico e simbólico e seu horror à expropriação e aos despossuídos continuam a contribuir para manter as desigualdades e injustiças sociais do país. Como forma de conclusão, indica-se, na leitura do filme, a possibilidade de entendimento do passado como uma simples permanência caso se veja o tempo (e a história) apenas como continuidade. Inversamente, se a dimensão temporal for compreendida como sujeita a simultaneidades, aberta, portanto, à equivocidade.[...]
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