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AutorASSUNÇÃO, Diego Paleólogo
TítuloA máquina de fabricar vampiros: tecnologias de morte, do sangue e do sexo
OrientadorIeda Tucheman
UniversidadeUniversidade Federal do Rio de Janeiro - Escola de Comunicação, Rio de Janeiro
Instituição/ProgramaPrograma de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura
GrauDoutorado
Data de entrega2015
Data de defesa20.03.2015
Descrição físicav.1; 223 f.
DisponibilidadeBiblioteca ECO
Fonteufrj.br
ResumoO vampiro é um dos mais pontuais sintomas de uma sociedade obcecada com sexo, morte, violência e juventude. As primeiras aparições ficcionais literárias desse monstro datam do século XVII, durante o espasmo da Revolução Industrial. Fabricações bastardas de um período cujo objetivo era a iluminação e o desencantamento do mundo, o vampiro inicia sua carreira como uma resistência diante da industrialização, mecanização e capitalização do mundo. Desde o final do século XVIII, o vampiro estabelece uma relação simbiótica com o imaginário ocidental e jamais sai de cena. O objetivo dessa pesquisa é investigar, a partir de narrativas específicas, como as ficções vampíricas funcionam enquanto tecnologias de resistência em diversos campos: gênero, sexualidade, regimes políticos... Nesse sentido, o vampiro incorpora, em cada período, os medos, angústias e ansiedades latentes no imaginário social; funciona como uma espécie de avatar sobre o qual depositamos nossos medos mais íntimos e nossas perversões inconfessáveis. O vampiro é o nódulo de uma sociedade fragmentada. Reinventados em diversos produtos da cultura de massa do final do século XX e início do XXI, torna-se personagem central de uma época cujo projeto político parece ser a domesticação, alisamento e homogeneização do monstro ficcional. Corpos, desejos e impulsos controlados produzem, por um lado, monstros domesticados e, por outro, excessivas imagens de sexo e violência, compactuando com um desejo perverso de desmobilização política do indivíduo. Drácula, de Bram Stoker, serve como o romance nuclear do qual os vampiros contemporâneos se afastam; Walter Benjamin, Gilles Deleuze, Michel Foucault, Jonathan Crary, Giorgio Agamben, entre outros, fornecem a moldura teórica dentro da qual entregamos nossos pescoços aos afiados dentes dos vampiros. Seguimos uma constelação sanguínea que se inicia nas baladas góticas do romantismo e explode em abjetas.
Acesso eletrônicoONLINE - http://objdig.ufrj.br/30/teses/831486.pdf




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